Conheça um pouco mais sobre o processo de criação de Derek Dustin, personagem principal da série Derek Dustin e As Crônicas do Rei.

Olá, queridos leitores!

Hoje preparei um post especial para vocês a fim de falar um pouco sobre o processo de criação do personagem principal do meu livro, o jovem Derek Dustin.

Muita gente já me perguntou sobre a escolha deste nome, por que um nome desse tipo e não um nome mais brasileiro, tipo: “Zezinho“, então, acho que seria legal começar falando justamente sobre  escolha deste nome – que não foi nada aleatório.

Bem, eu tenho certa dificuldade em memorizar, escolher e criar nomes de personagens. Então, uma das primeiras tarefas que eu separei antes mesmo de começar a escrever foi escolher os nomes dos personagens principais desse primeiro livro. No meu planejamento inicial, eu já tinha traçado todos os acontecimentos e personagens que eu criaria no livro, então eu dediquei bom tempo pesquisando nomes que combinassem com a personalidade de cada um. Para não perder o rumo da história, eu comecei a escrever com alguns nomes provisórios – e alguns encaixaram tão bem que acabaram ficando como nomes fixos.

Livro Derek Dustin e As Crônicas do Rei: A Irmandade Secreta
Livro Derek Dustin e As Crônicas do Rei Volume I: A Irmandade Secreta

O Derek, no entanto foi diferente. Eu queria um nome que começasse com a letra “D”, por causa da inicial do meu nome (benefícios da autoria kkkkk). E eu queria que fosse um nome mais um sobrenome, sem o nome do meio. Aí, como eu sou muito fan do mestre Stan Lee – criador da maioria dos heróis Marvel – eu segui o macete dele de usar as mesmas iniciais no primeiro e segundo nomes do personagem. (Todo mundo já percebeu isso não? Tipo: Peter Parker, Matthew Murdock, Reed Richards, Bruce Banner, Sua Storm, Otto Octavius, J. Jonah Jameson, entre outros. A razão desse macete era justamente porque o forte de Stan Lee não era a memória, então, escolher o nome com a mesma inicial do sobrenome ajudava a lembrar o personagem criado, o enredo, e todo resto.)


Stan Lee: criador da maioria dos heróis Marvel
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Marvel Studio
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Longo parentese esse hein? Mas achei uma curiosidade interessante para acrescentar. Continuando…

A partir desse raciocínio todo, eu comecei a pesquisar nomes ingleses com a letra “D“, isso devido a origem inglesa da família do personagem principal. Daí eu fiquei entre Derek e Dustin. Minha irmã Gabriela também me ajudou neste processo de escolha de nomes, e nós acabamos ficando na dúvida entre Derek e Dustin. Ficamos um bom tempo entre esses dois nomes. Eu me lembro como se fosse hoje: depois de tanto pensar, ficar repetindo uma para outra: Derek ou Dustin, Derek ou Dustin… Nós viramos uma para outra novamente e falamos ao mesmo tempo (nós duas fazemos muito isso… kkkkk): Derek Dustin! Assim, o personagem ganhou nome.

Bom, falando agora sobre o processo de criação, desde o início, minha ideia era escrever sobre coisas que eu gosto: criaturas fantásticas, seres com habilidades extraordinárias, objetos e tecnologias que eu gostaria que existissem, enfim, elementos que fazem parte do meu gosto pessoal. E eu queria fazer isso de uma forma diferente, saindo do recurso da magia, partindo mais para uma coisa pseudo-científica.

Então, desde o princípio, eu tinha o cenário em mente, e eu precisava de um personagem principal que fosse capaz de ligar o leitor a esse mundo.

Além de trazer o leitor para mais perto desse cenário, eu também queria construir um Derek diferente. Como eu tinha em mente um mundo extraordinário, eu quis criar um Derek excepcionalmente normal, fora dos padrões do mundo em que ele vive.

Isso quer dizer que o jovem Derek não tem nada de especial? Não! Pelo contrário. Derek tem sim o seu valor, tem sim os seus talentos e ele está a caminho de se descobrir. Esse primeiro livroA Irmandade Secreta – é o começo de sua jornada rumo a uma auto-descoberta, e também o início de uma jornada de grandes revelações.

Por ser diferente, Derek é subestimado e excluído pelo mundo onde vive. Eu quis fazer isso também para refletirmos sobre o seguinte: existe uma pressão real no mundo em que vivemos para alcançarmos um nível extraordinário, criado e imposto pelo próprio mundo. A beleza extraordinária, a inteligência extraordinária, o carisma extraordinário, enfim, somos jogados nesse turbilhão de exigências sociais e será que existe só um jeito extraordinário de ser? Por que as coisas simples, as pessoas simples perdem espaço na sociedade? Eu também quis fazer esse tipo de reflexão: Você é especial mesmo que o mundo o veja como alguém não extraordinário.

Então, Derek tem o seu valor, mas neste primeiro volume, ele começa a se descobrir, ele começa a se erguer sobre o julgo que o mundo coloca sobre ele. E ele não faz isso sozinho. Eu não quis construir um personagem principal utópico, solitário, que consiga resolver seus problemas e dilemas sozinho. Eu quis criá-lo próximo do leitor, alguém com questionamentos pessoais, dúvidas, que passa por crises existenciais, enfim, tudo que nós – reles mortais – eventualmente sentimos.

Dessa forma, Derek está sempre rodeado de pessoas que se importam com ele – sua família e seus amigos – e ele precisa da ajuda dessas pessoas para se encontrar e se erguer dia a pós dia nesse mundo cruel onde ele vive. Os acontecimentos estão sempre ao redor dele, mas é com a ajuda de seus amigos e familiares que ele supera os seus problemas. Ele é um personagem que está amadurecendo e ainda tem muito caminho pela frente.

Bem, esse foi um pedacinho da história de como eu criei o Derek. Eu dediquei muito tempo para pensar em suas reações, seu amadurecimento em cada livro da série, sua maneira de agir e de pensar, seus relacionamentos, seus dilemas, emoções, expectativas, gostos e desgostos. Esse projeto é muito especial para mim e eu espero que vocês também estejam gostando.

Espero que tenham gostado do post e continuem ligados nas próximas aventuras de Derek Dustin e As Crônicas do Rei. Continuo trabalhando na sequência da série e o próximo volume está cheio de novidades, descobertas e revelações. Fiquem ligados e até a próxima!