Muitos me fazem essa pergunta.

Existem dois motivos para eu não ter nomeado a série Derek Dustin e As Crônicas do Rei de forma mais “abrasileirada”.

Primeiramente, olhe minhas referências literárias e autores favoritos. Resumidamente, posso indicar: J. R. R. Tolkien, Julio Verne, J. K. Rowling e por aí vai. Mas, também aprecio autores nacionais, como Machado de Assis, Euclides da Cunha, Ruth Rocha, etc. Porém, minha paixão são os citados anteriormente, por acaso, estrangeiros.

Em segundo lugar, dentro do plot (enredo) traçado em meu planejamento, ao investigar a unidade temática da história a qual estaria para contar, eu identifiquei as seguintes questões:

1. O mundo não é mais o mesmo:

As problemáticas ambientais, as drásticas mudanças climáticas e a nova guerra alastrada por todo o planeta, forçaram os poucos sobreviventes a se deslocar para lugares menos inóspitos pelo globo.

2 Tudo (tudo mesmo) mudou:

Logo, as divisões sociais, geográficas, políticas, etc. e até mesmo os idiomas não são mais como conhecemos. Tudo mudou.

Então, tecnicamente, o Brasil não existe. Pelo menos não como o conhecemos hoje. Assim, neste mundo onde povos de toda parte foram obrigados a migrar para outras regiões, não existiriam brasileiros como assim são chamados hoje.

Pense comigo, se o Brasil não existe mais como o conhecemos…

Derek pode não ser brasileiro dentro dos moldes habituais. Contudo o meu estilo literário traz raízes brasileiras, mesmo em um mundo reformulado. Afinal, eu sou brasileira!

Desta forma, você pode se identificar com alguns pratos de nossa culinária, nossas relações familiares, nosso jeito de falar, nosso carisma, etc. Nesse sentido, Derek e sua família estão bem próximos de nossa realidade – mesmo em uma história repleta de fantasia e ficção-científica. É fácil se envolver, pelo feedback que recebo da maioria dos leitores.

Portanto, a saga Derek Dustin e As Crônicas do Rei é uma história universal. Mas, nada nela é óbvio, nem mesmo sua brasilidade. Esta é uma história contada em camadas. E, talvez, você precise de um salto de fé para lê-la. Por outro lado, acho que, depois de ter dado uma chance a estes livros, você sairá com uma dose maior de fé e esperança. Então, não se iluda pelo título ou por qualquer modelo mental repleto de preconceitos.

Assista ao vídeo abaixo para conhecer melhor a trama que norteia todos os volumes da série: